sexta-feira, 19 de julho de 2013

Em ‘O Concurso’, tudo por um cargo público

Filme mostra quatro brasileiros bem diferentes que se metem em enrascadas em busca de posto federalLUCIANO GUARALDO/ AGÊNCIA BOM DIA
DivulgaçãoSabrina Sato vive Marcinha Pinel, tiradora de facas que quer ficar com BernardoSabrina Sato vive Marcinha Pinel, tiradora de facas que quer ficar com Bernardo
Todos os anos, cerca de 12 milhões de brasileiros prestam algum tipo de concurso público, em busca da estabilidade que esses cargos oferecem. Em “O Concurso”, filme nacional que estreia hoje, quatro candidatos são mostrados às vésperas da prova que pode mudar a vida deles para sempre – e esses dois dias de preparação terão tudo, menos estabilidade.

O carioca Caio (Danton Mello), o gaúcho Rogério Carlos (Fábio Porchat), o cearense Freitas (Anderson Di Rizzi) e o paulista Bernardo (Rodrigo Pandolfo) são os quatro finalistas de um concurso para juiz federal, para o qual haverá um único aprovado. Apesar de rivais na luta pelo cargo, eles se unem em um plano para conseguir o gabarito da prova – assim, estariam em pé de igualdade e ganharia o posto o candidato mais qualificado.

É aí que começam as confusões: para conseguir as respostas, os quatro vão parar no submundo do crime do Rio de Janeiro. Lá, veem-se no meio de um tiroteio entre anões traficantes, são atacados por uma gangue de travestis e passam por uma festa funk no terreiro.

Tudo isso sem falar no assédio da atiradora de facas Marcinha Pinel (Sabrina Sato), antiga conhecida de Bernardo que está disposta a tirar a virgindade do inocente rapaz do interior – mesmo que isso signifique ameaçar a vida dele.

Aceitação/ Ao mesmo tempo em que se afundam na confusão, os quatro embarcam em uma jornada de autoconhecimento: eles vão descobrir lados que jamais imaginaram ter – ou, no caso de Rogério Carlos, uma faceta que ele tentava inutilmente reprimir.
opinião: Luciano Guaraldo, repórter da rede BOM DIAHumor nos estereótipos
Apesar do início similar, seria injusto comparar “O Concurso” com “Se Beber Não Case”: o filme nacional logo constrói confusões bem diferentes para os personagens. Com piadas que variam entre o absurdo irreal e os estereótipos regionais, nem todas funcionam como deveriam. Fábio Porchat, mais uma vez, rouba a cena como um gay enrustido e é o grande destaque do longa.
OS CANDIDATOS
Caio (Danton Mello)
Carioca malandro, tem contatos com criminosos e é quem sugere que o grupo vá atrás do gabarito para se dar bem. No fundo, tem um bom coração.
Rogério (Fábio Porchat)
Gaúcho de Pelotas, tem uma família com tradição jurídica. Tenta esconder sua orientação sexual do pai para não ser motivo de vergonha dentro de casa.
Freitas (Anderson Di Rizzi)
Cearense de origem simples, aposta na fé para ter sucesso. Deseja ser aprovado no concurso para dar uma vida melhor à mulher grávida (Carol Castro).
Bernardinho (Rodrigo Pandolfo)
O inocente caipira do interior de São Paulo. Virgem e dedicado aos estudos, terá sua vida abalada ao reencontrar Martinha (Sabrina Sato).

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