sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013


Wenger rechaça comparações entre Bale e C. Ronaldo

Grandes atuações do galês têm lhe rendido comparações com Cristiano Ronaldo e Messi na mídia inglesa

Treinador disse que mídia inglesa é
Treinador disse que mídia inglesa é "sempre apressada" em análises (AP)
As recentes atuações de Gareth Bale pelo Tottenham renderam ao jogador comparações tanto por parte da imprensa inglesa quanto de seu treinador, André Villas-Boas, com o craque português Cristiano Ronaldo, atual segundo melhor do mundo. Arsène Wenger, treinador do principal rival dos Spurs - o Arsenal -, jogou água no “chope galês” e tratou de dizer que é preciso ter calma com o atleta de 23 anos.
Claramente criticando a precipitação de parte da mídia inglesa em colocar Bale no mesmo patamar que Messi e Cristiano Ronaldo, Wenger disse acreditar na capacidade do jogador, que, para ele, ainda não está no nível das estrelas mundiais. “Bale tem potencial para se desenvolver e se tornar o tipo de jogador com quem vocês (da imprensa) o comparam”, opinou o francês.
“Entretanto, o Messi já venceu duas ou três Ligas dos Campeões, alguns Campeonatos Espanhóis e marcou 95 gols num ano (foram 91, na verdade), então não nos apressemos”, falou, destacando os êxitos do craque argentino em sua carreira. “Vocês são sempre apressados aqui (na Inglaterra), mas vamos com um pouco mais de calma”, cutucou.
Perguntado sobre por que teria escolhido Theo Walcott em detrimento do galês, hoje melhor jogador do Tottenham – os dois jogavam juntos nas categorias de base do Southampton, e o Arsenal negociava com os dois –, Wenger revelou ter, sim, tentado levar Bale para o clube, mas também exaltou o inglês dos Gunners. “Eram o Walcott e o Bale, e estávamos tentando contratar os dois. Conseguimos o Walcott, e estou muito feliz por termos o conseguido”, contou.
“Se eu falasse o número de jogadores com os quais não assinamos e deveríamos ter assinado, vocês ficariam impressionados. Mas é a mesma história para cada clube, você perde jogadores”, encerrou, reconhecendo ter perdido algumas boas contratações, mas sem revelar nomes.

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