Criação mais que perfeita
Com conceito e cenografia dos irmãos Campana, 35ª SPFW segue até sexta valorizando a moda brasileira
Agência Fotosite/Divulgação
Irmãos Humberto e Fernando Campana assinam a cenografia do SPFW
Tímidos, calmos e geniais, os irmãos Campana, designers brasileiros reconhecidos no mundo todo, estão em casa e tiveram como base para sua mais recente obra, talvez a maior de todas, o gigante espaço da Bienal de São Paulo, obra de Oscar Niemeyer.
São eles que assinam a cenografia da 35ª São Paulo Fashion Week, a principal semana de moda do país, que começou ontem em São Paulo e termina na próxima sexta-feira.
Com muita piaçava trazida do sul da Bahia, mandacarus, papelão e madeirit, os designers Fernando e Humberto Campana lapidaram o espaço tendo como conceito central a sustentabilidade, aliando a simplicidade do essencial ao desenho inovador e mais uma vez privilegiando as ideias, que podem servir como inspiração para qualquer área de criação.
Desde 1983, os irmãos vêm construindo uma carreira sólida, alcançando reconhecimento nacional e internacional. Seu trabalho incorpora ideias de transformação e reinvenção. Através da valorização de materiais comuns e do nosso dia a dia, seu trabalho reflete não apenas a criatividade do design, mas também sua brasilidade - as cores, as misturas, o caos criativo, o triunfo das soluções simples.
E é com essa simplicidade e até um certo nervosismo na hora de dar entrevista, que eles explicam que o conceito levou um ano para ser concebido, mas a execução que transformou o pavilhão numa ensolarada plantação de palmeiras, com muitos bancos para o deleite dos presentes, levou apenas uma semana.
“É uma emoção muito grande poder criar num espaço feito por Niemeyer e ter seu trabalho reconhecido. Afinal, a moda e o design se tangenciam, têm sempre um grande ponto de encontro e a nossa proposta foi aliar sustentabilidade e criatividade. Tudo o que você vê aqui pode virar telhado, vassoura, barraca de praia”, conta Fernando, que volta a trabalhar no pavilhão 40 anos depois de sua primeira Bienal de Artes.
“Contamos uma história através do design. O Brasil é emocional e intuitivo. Estar exposto a outras culturas, tradições e afazeres amplia e enriquece o nosso olhar, que já se tornou global”, diz Humberto. “Isso fica claro nesse trabalho com o Fashion Week, que sempre aposta no talento. Fazer parte disso é um desafio”.
O diretor criativo, Paulo Borges, reiterou durante a apresentação do evento que desde sua criação, o São Paulo Fashion Week promove esse diálogo entre as diversas expressões criativas, buscando entender quem somos, reconhecer o que nos diferencia e transformar estereótipos. “A moda amplia e valoriza o nosso imaginário”, salienta.
Contudo, o maior avanço desta edição, que conta com 25 desfiles de moda Primavera-Verão 2013/14, é o ajuste definitivo do calendário da moda com a cadeia produtiva.
“Vamos arrematar a produção, fortalecer o planejamento das grifes, que terão tempo para levar ao mercado suas coleções com encomendas e não trabalhando no escuro, com estoque e dívidas sem saber o que de fato irá vender. Vamos trabalhar a sustentabilidade das empresas, diminuir os saldões de encalhe de fábrica, minimizar o desperdício e investir na qualidade dos produtos e prazos de entrega.”
Iniciando a temporada de desfiles Animale, Cori, Tufi Duek e Cavalera apresentaram suas coleções. Hoje, a moda praia chega com as cariocas Adriana Degreas e Acquastudio, o mineiro Ronaldo Fraga e as paulistas Forum e Ellus.
São eles que assinam a cenografia da 35ª São Paulo Fashion Week, a principal semana de moda do país, que começou ontem em São Paulo e termina na próxima sexta-feira.
Com muita piaçava trazida do sul da Bahia, mandacarus, papelão e madeirit, os designers Fernando e Humberto Campana lapidaram o espaço tendo como conceito central a sustentabilidade, aliando a simplicidade do essencial ao desenho inovador e mais uma vez privilegiando as ideias, que podem servir como inspiração para qualquer área de criação.
Desde 1983, os irmãos vêm construindo uma carreira sólida, alcançando reconhecimento nacional e internacional. Seu trabalho incorpora ideias de transformação e reinvenção. Através da valorização de materiais comuns e do nosso dia a dia, seu trabalho reflete não apenas a criatividade do design, mas também sua brasilidade - as cores, as misturas, o caos criativo, o triunfo das soluções simples.
E é com essa simplicidade e até um certo nervosismo na hora de dar entrevista, que eles explicam que o conceito levou um ano para ser concebido, mas a execução que transformou o pavilhão numa ensolarada plantação de palmeiras, com muitos bancos para o deleite dos presentes, levou apenas uma semana.
“É uma emoção muito grande poder criar num espaço feito por Niemeyer e ter seu trabalho reconhecido. Afinal, a moda e o design se tangenciam, têm sempre um grande ponto de encontro e a nossa proposta foi aliar sustentabilidade e criatividade. Tudo o que você vê aqui pode virar telhado, vassoura, barraca de praia”, conta Fernando, que volta a trabalhar no pavilhão 40 anos depois de sua primeira Bienal de Artes.
“Contamos uma história através do design. O Brasil é emocional e intuitivo. Estar exposto a outras culturas, tradições e afazeres amplia e enriquece o nosso olhar, que já se tornou global”, diz Humberto. “Isso fica claro nesse trabalho com o Fashion Week, que sempre aposta no talento. Fazer parte disso é um desafio”.
O diretor criativo, Paulo Borges, reiterou durante a apresentação do evento que desde sua criação, o São Paulo Fashion Week promove esse diálogo entre as diversas expressões criativas, buscando entender quem somos, reconhecer o que nos diferencia e transformar estereótipos. “A moda amplia e valoriza o nosso imaginário”, salienta.
Contudo, o maior avanço desta edição, que conta com 25 desfiles de moda Primavera-Verão 2013/14, é o ajuste definitivo do calendário da moda com a cadeia produtiva.
“Vamos arrematar a produção, fortalecer o planejamento das grifes, que terão tempo para levar ao mercado suas coleções com encomendas e não trabalhando no escuro, com estoque e dívidas sem saber o que de fato irá vender. Vamos trabalhar a sustentabilidade das empresas, diminuir os saldões de encalhe de fábrica, minimizar o desperdício e investir na qualidade dos produtos e prazos de entrega.”
Iniciando a temporada de desfiles Animale, Cori, Tufi Duek e Cavalera apresentaram suas coleções. Hoje, a moda praia chega com as cariocas Adriana Degreas e Acquastudio, o mineiro Ronaldo Fraga e as paulistas Forum e Ellus.
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