Alcides Machado um caso de sucesso nos EUA - Do Topo de naturalidade cantor por hereditariedade
Alcides Machado nasceu no Topo, em São Jorge, no ano de 1974, e emigrou para os Estados Unidos da América com a família logo após o sismo de 01 de Janeiro de 1980, sendo, nos dias que correm, um caso de sucesso na diáspora, fazendo aquilo com que sempre sonhou: ser cantor.
Escreve, canta, produz, é músico e engenheiro de gravação… canta desde os seus tenros anos e a partir dos 10 anos de idade que faz da música a sua vida.
Actualmente já tem 10 CD’s gravados (nove em português e um em espanhol), mas, para meados de 2006, espera ter mais dois álbuns prontos para lançar no mercado (mais um em português e outro em espanhol).
O sucesso tem sido tanto que, em 2002, foi galardoado com um Disco de Ouro. Com espectáculos realizados e a realizar nos Estados Unidos da América, Canadá (onde começa a ser cada vez mais acarinhado), e no próprio mercado da América latina, com destaque para o México (mas com espectáculo agendado para início de 2006 no Panamá), Alcides Machado tem estúdios próprios de gravação e é, também, representante de vários artistas nacionais em digressões por terras do Tio Sam, como José e Ana Malhoa, Emanuel, Ágata, entre outros.
Já actuou em Portugal Continental e nos Açores (na ilha Terceira já esteve nas festas de São Bartolomeu, Santa Bárbara, Porto Judeu, …), mas lamenta que a música portuguesa não seja tocada cá, nos Açores e mesmo no restante território nacional, como o é por terras onde exista um português (os quatro cantos do Mundo).
Este mês veio aos Açores, aproveitando para dar algumas entrevistas e fazer alguns espectáculos, como foi o caso de um certame realizado, no passado fim de semana, na freguesia dos Biscoitos, e que teve honras de transmissão em directo para um grupo de rádios em estados norte-americanos com forte incidência açoriana (Califórnia, especialmente).
A paixão pela arte de fazer da sua voz a sua vida, vem no sangue da família, pois já as gerações passadas eram agarradas aos instrumentos musicais e ainda hoje, grande parte dos seus familiares tocam ou cantam. Aos 10 anos de idade, Alcides Machado fez parte da Filarmónica do Topo.
Em 1980, emigrou para os Estados Unidos onde continuou os seus estudos de liceu e Universidade. Em 1990 grava, pela primeira vez, duas canções, “Aquele Rio” e “Jamais te Esquecerei”, canções que foram muitos solicitadas pelos ouvintes das rádios locais nos Estados Unidos da América.
Durante os 10 anos que se seguiram gravou vários trabalhos discográficos já divulgados, nas rádios portuguesas e na diáspora emigrante: “Que Vida”, “Mãe Pátria”, “Voa Voa”, “A Bela e o Unicorne”, “Saudades”, “O Que a Gente Quer”, “Gosto de Quem Sou”, “Desabafo” e “Tic Tac”, entre muitas outras, e quase sempre com referências às suas origens açorianas.
O rapaz do chapéu de palha
Foi, em 1997, que o sucesso que esperava, finalmente chegou com o tema “Chapéu de Palha”. Foi o próprio título da canção que deu a alcunha a Alcides, durante vários anos conhecido e tratado como “O Rapaz do Chapéu de Palha”.
Destas gravações filmou diversos videoclips, sendo que um destes vídeos inclui uma canção dedicada à saudosa Princesa Diana (“Minha Princesa”).
Todos estes trabalhos gravados, contribuíram para o sucesso e fama de Alcides levando-o a actuar em muitas partes dos Estados Unidos, Canadá, América Central e Europa.
Muitas destas actuações, também, se levam a cabo em navios de cruzeiro onde Alcides participa em várias partes do mundo.
Durante estes últimos cinco anos, Alcides tem-se dedicado a escrever e produzir para si e para outros artistas, tanto do mercado português, assim como do mercado latino.
Canta em inglês, tem fluente idioma espanhol facilitando-o a penetrar-se com muita aceitação no mercado latino, mas, preferencialmente, edita em português.
No ano 2004, Alcides termina de gravar o seu primeiro trabalho discográfico em espanhol, o qual ainda antes de ser lançado oficialmente no mercado já era aceite pelos críticos do mundo da música.
Curiosidades de famoso
Nasceu no Canto do Norte, no Topo, em São Jorge, a 24 de Novembro de 1974. Tem como passatempos preferidos a música, as viagens, as artes gráficas (sendo ele o autor das capas dos seus discos), e a extravagância de dormir até tarde.
O verde e o lilás são as suas cores preferidas, gostando muito, também, de futebol e de algo que não é muito compatível – marisco. Aliás, quando toca a falar de comidas, diz preferir as gastronomias chinesa e mexicana.
Canções de outros, diz ter muitas para nomear como das suas favoritas, mas destaca como cantores de elite Celine Dion e Julio Iglesias, apontando os Açores como o seu local de predilecção.
Gosta muito de “todo aquele que sabe aceitar uma brincadeira e rir-se de si próprio”, mas, no reverso da medalha, detesta “quem que se aproveita das fraquezas dos outros para luzir melhor”.
Adora uma boa comédia e afirma que os seus actores preferidos são Lucile Ball, Benny Hill e Raul Solnado. Mais uma extravagância é o gosto exacerbado por Porches.
Com apenas 31 anos de idade, Alcides Machado é um caso de sucesso, de um açoriano que saiu da sua terra muito novo, travou várias batalhas, desde logo a adaptação a um novo país, uma nova língua, uma nova cultura, mas que vingou… e vai continuar a vingar, até porque, admitiu ao nosso jornal, estar a trabalhar em novos projectos para poder chegar mais facilmente aos jovens portugueses e açorianos, em particular, projectos esses que passam por um trabalho conjunto com músicos americanos, isto é, a nova vaga da popularidade musical mundial, e com gente ligada à arte e originária da América latina.
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